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Instituto Paranaense de Cegos participa do Desafio Bengalas Inteligentes


Conselheiros, colaboradores e estudantes do IPC fizeram parte entre avaliadores e testadores deste marco histórico

O Instituto Paranaense de Cegos (IPC) participou, nos dias 28 e 29 de março, de um momento histórico: o Concurso Inovação Desafio Bengalas Inteligentes, o primeiro concurso de inovação de tecnologias assistivas no Brasil para pessoas com deficiência visual. A iniciativa buscou promover o desenvolvimento tecnológico destinado a aumentar a eficiência, a mobilidade e a segurança de bengalas empregadas por pessoas com deficiência visual. O objetivo foi reconhecer e premiar protótipos de bengalas ou dispositivos a elas conectados, utilizados por pessoas com deficiência visual, que permitam detectar antecipando obstáculos acima da linha da cintura.

Realizada em Curitiba (PR), a cerimônia celebrou não apenas os melhores protótipos de bengalas, mas, também, o pioneirismo e a parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Governo do Paraná na idealização do desafio. Quem promoveu o Concurso foi a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (SEDEF) e da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA).

Importantes autoridades tiveram papel preponderante no andamento do processo por conhecer a problemática das bengalas e pelo contato muito próximo com o Instituto Paranaense de Cegos. Entre elas: Luiza Simonelli, Diretora-Geral, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família - SEDEF; o professor Ivã José de Pádua, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coede/PR); o secretário do Desenvolvimento Social e Família do Paraná, Rogerio Carboni e o secretário Alex Canziani. A direção geral ficou por conta de Marcos Stamm e o gerente do escritório da ABDI, o economista André Rauen representou o presidente da Associação, Ricardo Cappelli.

Para o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, o desenvolvimento de uma bengala inteligente contribui para levar mais dignidade às pessoas. “Uma população considerável e fica à mercê na rua, com dificuldade, mas enfrentando as barreiras, e por quê não melhorar a vida dessas pessoas? O concurso é grandioso, de um governo inovador que está cuidando das pessoas e que terão essa atenção”.

Como foi o "Dia do Desafio"
A programação do fim de semana avaliou os 10 melhores protótipos de bengalas eletrônicas capazes de detectar obstáculos acima da linha da cintura que avançaram à última etapa do concurso. No denominado “fim de semana do Desafio”, os projetos selecionados foram avaliados por meio de pitchs e testes em ambientes reais controlados por 11 avaliadores, sendo três deles vinculados ao IPC: Daniel Fragoso, Roberto Leite e Ivã José de Pádua.

“Isso só foi possível por que a ABDI está muito focada em ajudar o Brasil a ser mais inovador”, disse o gerente do Escritório Hubtec, André Rauen (foto), em celebração às soluções submetidas no concurso em favor de pessoas com deficiência visual. “Esse foi um evento inédito em que, mais uma vez, a ABDI consegue transformar a vida das pessoas.”

A expectativa de Rauen de levar as soluções testadas em Curitiba às mãos do cidadão com deficiência visual é compartilhada pelos secretários de Estado rogério Carboni e Alex Canziani. “Nós sonhamos que, daqui a algum tempo, nós tenhamos as nossas soluções com os cegos em todo o Brasil, sendo distribuídas, inclusive, pelo SUS. Foi isso que nos motivou e é nisso que nós acreditamos.”

Um sonho antigo
Marconni Gambogi de Mendonça, Veranice Ferreira, Dayto Rodrigo Zivelse lukasieviez e Emily Namie Tanno foram os 5 pilotos, vinculados ao IPC que realizaram os testes com as bengalas nos ambientes reais. Eles destacaram a iniciativa como um marco na história do mundo da deficiência visual.

Marconni, conselheiro do IPC, que participou desde o início do lançamento, ficou muito honrado em participar. "A bengala é uma ferramenta indispensável em nossa vida e uma bengala que possibilite a você identificar riscos, ameaças acima da linha da cintura, é um sonho antigo. Eu pude testar nove propostas, cada uma com uma característica, mas todas buscando esse objetivo”, disse.

Veranice, também conselheira, conta que ficou muito encantada e emocionada em participar. "Nós vivemos nos enroscando em galho, em árvore, em porta, em carros estacionados na calçada e com a porta aberta. A iniciativa vem suprir essa necessidade com toda a tecnologia disponível no mercado. O primeiro passo foi dado e foi um marco para a deficiência visual".

Resultado
Ao final da avaliação e em decisão contra a qual ainda cabe recurso, uma comissão julgadora definiu as três melhores soluções de bengalas inteligentes: O projeto Bia Radar, da Neosenti Soluções Tecnológicas Inova Simples (I.S.), ficou com o primeiro lugar, seguido pelos projetos Sigma, da Desenharia Industrial Design LTDA, e Vereda, da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), nas segunda e terceira colocações.

Fonte: ABDI com Governo do Estado do Paraná e Instituto Paranaense de Cegos

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